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Francisco tinha 5 anos (ele hoje tem 10) quando foi convidado para ir – sem os pais – à festa de aniversário da amiga Sofia, em um ateliê culinário. Estaria tudo certo se ele não tivesse alergia à proteína do leite. Patricia Capella, sua mãe, achou melhor não deixar o filho ir, pelo risco de ele ter alguma reação mais grave, como tosse, urticária e edema de glote. Valéria, mãe de Sofia, soube da preocupação de Patricia e a procurou para propor soluções e adaptações de cardápios para que Francisco pudesse ser incluído na comemoração da amiga de berçário: era inadmissível que Chicão ficasse de fora. O cardápio da festa foi alterado, cuidados necessários com limpeza e uso de materiais foram tomados.E, então, a festa aconteceu com a presença de todos os amigos de infância. Deu certo: pela primeira vez em cinco anos de vida, Francisco participou de uma festa inteirinha sem leite. Ele fez todas as comidas, salgados e doces ao lado dos amigos e das amigas. E foi assim que com essa festa inclusiva e cheia de carinho, que nasceu a ideia de “Cochi corre perigo?”, escrito por Patricia – e que será lançado no próximo dia 9, às 15h, no Espaço Kids do Shopping Casa & Gourmet (Rua General Severiano, 97, Botafogo), com uma oficina culinária.

O prefácio de “Cochi corre perigo?” foi escrito pela médica alergista Ekaterini Goudouris, professora do Departamento de Pediatria da UFRJ e especialista em alergia e imunologia pela ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). O livro tem uma característica peculiar:  a  narradora da história é a… Alergia! Na história, a alergia gosta tanto do leãozinho Cochi (que significa Chico ao contrário, uma homenagem de Patricia a Francisco) que não quer sair de perto dele. Por isso, vai ficando. Assim, o próprio Cochi e os leitores percebem que há coisas mais perigosas do que ela.

– Nesta época, estava fazendo uma oficina de literatura infanto-juvenil e percebi que não queria mais ser advogada, nem trabalhar com direito e sim com literatura. Depois da ótima experiência da festa da Sofia, eu não queria colocar a alergia nesse lugar de monstro, de uma coisa ruim, já que provavelmente vamos conviver com ela por muitos anos. E quis dar para o Francisco um olhar mais sensível e mais afetivo sobre essa questão. A alergia queria estar perto por ter sentimento e gostar do Cochi – lembra a ex-advogada e hoje editora de livros, que criou a Quase Oito Editora há um ano.

 

Como é uma fábula, o livro embarca na fantasia: por ser um animal e mamar no peito de sua mãe, que produzia leite animal, não poderia ser alimentado por ela. Mas, para não deixar dúvidas para as mães de alérgicos que amamentam, o Dr. Hipo, um médico hipopótamo meio desengonçado explica o que ela precisa retirar da dieta para voltar a amamentar, mas não vamos contar para não dar spoiler.

– “Na história do livro eu me permiti trabalhar com estes conceitos de leite animal. De um lado a parte literária e todos os meus estudos de escritora, que o que está na ficção não precisa ser real. De outro, as mães que tiveram dificuldade em amamentar. Consegui encontrar um equilíbrio entre essas duas características. O leite humano não causa reação e é claro que o aleitamento materno deve ser sempre estimulado na vida do bebê” – defende a autora.

O projeto gráfico de “Cochi corre perigo?” foi concebido por Julie Pires e o livro foi ilustrado por Marcelo Ribeiro que são pais de outro Francisco, que também tem alergia alimentar a corantes.

– “Os dois foram fundamentais. Deram cor e vida ao Cochi e ao livro.  Sem eles não estaríamos levando essa história a tantas crianças e gerando todo esse movimento de afeto. Cada detalhe, das placas “de alergia” nos números das páginas a um pop-up interativo, para ser construído pela criança, que aproximam o leitor da história do Cochi e gera empatia com a questão da alergia” – lembra Patricia.

Amor, empatia e amizade Para a autora, o livro gera sentimentos no leitor sobre amor e empatia e fala de inclusão, confiança e amizade. Afinal, a Sofia, amiga dos Franciscos, também virou personagem: a Sophie, amiga do Cochi, foi inspirada nela:

– “Quis trazer leveza a esse tema com o livro. E com amigos por perto, como a Sophie perto do Cochi, melhor ainda! Se a literatura servir para gerar empatia a quem não tem o problema mencionado, como a alergia, e a identificação com quem tem, eu já sinto que ele cumpriu seu papel.”

E então: vamos ver se Cochi corre mesmo perigo?

Por Mariana Claudino, jornalista, nutricionista, mãe do Mateus com 9 anos de alergia a leite animal.

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