O Esconderijo

R$54,90

SKU: 978-65-86764-25-3 Categoria Tags: , ,

 

Os livros para crianças e jovens envolvem o estabelecimento de um pacto de respeito às liberdades e um compromisso ético de equilíbrio entre forma e conteúdo. As ilustrações que afetam a memória, às emoções e marcam a vida da criança implicam no estabelecimento de vínculos entre o “eu” e o mundo, nas suas mais ternas, e também complexas, nuances.

Mas nada disso impede que as narrativas tragam para o universo delas temas difíceis como guerras, doenças e morte. As práticas de leitura para a infância podem e devem ser potentes. A literatura, como arte, tem essa potência. As histórias, ouvidas ou lidas são, para muitas crianças, e de modo especial, canais primeiros de contato com a fantasia e os sentimentos. Permitindo trazer proximidade com vivências às quais o pequeno leitor ainda não sabe lidar.

É com essa premissa que o livro O Esconderijo pretende ser um instrumento de comunicação entre o universo da infância e as perdas para que mediadores, não apenas de leitura de livros, mas de leituras de experiências da vida, possam ajudar a preparar os pequenos para o momentos de perda e luto.

Inspirado na cultura de países como o México, por exemplo, que tratam a morte como uma fase natural da vida, as ilustrações provocam simpatia com cores, flores e estampas. E o projeto gráfico permite ainda a participação ativa do leitor, que não apenas vira as páginas, mas também se junta ao protagonista nesse esconderijo – levantando uma aba interna no livro – em busca de respostas sobre as atitudes estranhas dos adultos que o circundam após eventos de perdas.

A obra conta com um texto de Apresentação em que a autora Fátima Geovanini inicia pedindo licença ao mediador de leitura para trazer inquietação, pois se trata de um texto que toca a complexidade da existência e, justo por isso, deve ser compartilhado com crianças. “A indesejada das gentes”, a morte segundo Manuel Bandeira, àquela que, ao longo do processo civilizatório, foi sendo colocada em oposição à vida, é para a Autora tão somente uma parte integrada da vida e compõem o nosso viver.

Vida e morte caminham lado a lado, uma se ocupando com as chegadas enquanto a outra, com as partidas. No entanto, temida por todos, a morte hoje constitui um tabu, inspirando medos, preocupações e provocando, muitas das vezes, o silêncio.

Adultos evitam falar sobre a morte com as crianças. Temem traumatizá-las, dizem não encontrar as palavras. Acham que não é assunto apropriado à tenra idade. Alguns, mesmo quando questionados, preferem omitir ou deturpar informações. Fogem.

Para a Autora, toda situação de morte vivenciada, inclusive, deve ser utilizada para se discutir o tema. Das mais corriqueiras, como uma notícia que a criança ouviu, a morte de um personagem de um filme ou de um livro ou a morte de um passarinho na rua, até as mais intensas, como a morte de seu animal de estimação ou de algum amigo ou familiar. Deve-se considerá-las sempre como grandes oportunidades, ainda que muito dolorosas, para introduzir a aprendizagem sobre o tema que, para todos – adultos e crianças ­–, está sempre em processo de amadurecimento.

Como psicanalista, a Autora acredita que o sofrimento pode ser amenizado quando  compartilhado em um ambiente seguro e verdadeiro. Permitir o diálogo é muito importante e, sem dúvida, os livros podem ser grandes aliados, funcionando como disparadores para reflexões, questionamentos, perguntas e boas conversas.

A criança precisa de explicações claras, adequadas às suas perguntas e curiosidades. É importante que os adultos legitimem a sua tristeza, assegurando a crainça de que ficar triste e chorar é um processo natural, e tudo bem se ela estiver triste! Também é igualmente importante que se construa um ambiente no qual seja possível falar de quem morreu, trazendo à tona as lembranças e memórias de momentos vividos com a pessoa que se foi.

Todos que lidam com crianças tem essa responsabilidade. Não é nada fácil, mas também nunca ninguém falou que seria. Aliás, ao contrário, como nos falou Guimarães Rosa : “o que a vida quer da gente é coragem”.

Então, vamos entrar neste O Esconderijo!

A AUTORA

Fátima Geovanini –  Psicanalista, professora universitária, doutora em Bioética e especialista em Cuidados Paliativos. Há 30 anos se dedica a acompanhar crianças, adolescentes e adultos que, por diversas razões, enfrentam momentos de dificuldades, dor e sofrimento.

 

A ILUSTRADORA

Juliana Pegas – Designer e ilustradora, adora livros e computadores e há sete anos trabalha para ajudar neste encontro de pessoas e histórias. Carioca, vive na cidade do Rio de Janeiro com sua família, além de cachorro, gato e muitos passarinhos visitantes.

A EDITORA

A Quase Oito é formada por duas mães empreendedoras que amam livros! Ela foi criada para estimular a produção literária independente, realizando o sonho de autores e ilustradores publicarem seus livros, mas não apenas isso. Produzir livros é apenas uma das etapas de um projeto de estimular o gosto pela leitura e a empatia em crianças de todas as idades. A editora visa a valorização da criança como protagonista nos livros e fora deles, e busca sempre o olhar reparador e poético da vida, o que se reflete diretamente na qualidade e temáticas dos seus livros que contam com autores e colaboradores profissionais, éticos e sensíveis. E são esses mesmos valores que norteiam seus projetos, como o presente O Esconderijo

 

Distribuição e vendas

O Esconderijo é uma publicação da editora carioca Quase Oito e pode ser encontrado na Livraria Janela e no site: www.quaseoito.com.br

 

 

O Esconderijo

Literatura Infantil

Autora: Fátima Geovanini

Ilustradora: Juliana Pegas

Editora Quase Oito

ISBN: 978-65-86764-25-3

36 páginas

Dimensões: 20 x 20

Indicação: livre

Ano de publicação: 2022

Lançamento: 25.03.2022

Local: Livraria Janela

Horário: 19h

Preço de capa: 54,90

 

 

 

199 em estoque

Um menino curioso, percebe que os pais e adultos que o cercam começam a agir estranhamente quando alguém próximo, da família, morre. Mas ninguém diz o que acontece e ele vai em busca de respostas.

O Esconderijo pretende ser um instrumento de comunicação entre o universo da infância e as perdas para que mediadores, não apenas de leitura de livros, mas de leituras de experiências da vida, possam ajudar a preparar os pequenos para o momentos de perda e luto.

Inspirado na cultura de países como o México, por exemplo, que tratam a morte como uma fase natural da vida, as ilustrações provocam simpatia com cores, flores e estampas. E o projeto gráfico permite ainda a participação ativa do leitor, que não apenas vira as páginas, mas também se junta ao protagonista nesse esconderijo – levantando uma aba interna no livro – em busca de respostas sobre as atitudes estranhas dos adultos que o circundam após eventos de perdas.

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