Yaromim – a melhor lembrança

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“Yaromim – a melhor lembrança”, de Patrícia Capella, é uma história de afeto entre adolescentes, que sublima as diferenças. 

A obra conta a história de amor adolescente, em que a personagem Yaromim,  indígena, encanta o leitor e um narrador que também está se descobrindo. Em um pequeno povoado que vive do garimpo, as diferenças culturais se tornam pontes até a descoberta e vivência do primeiro amor. 

O livro traz camadas de leitura desde preconceitos até um percurso de contato de povos originários com os não indígenas. E é na dualidade dessa partilha de vivências, com destaque para a importância do contato com a natureza e a pureza do amor entre adolescentes cujas realidades são tão diferentes que a autora consegue trazer a baila questionamentos e curiosidades para os públicos jovem e adulto, sem no entanto retroceder à literatura romântica. 

Feito para ser um livro álbum, ele traz ilustrações em duas cores de Marilia Pirillo, gaúcha, nascida em Porto Alegre. Formada em Publicidade e Propaganda, começou sua carreira como ilustradora, trabalhando para o mercado publicitário e editorial. Em 1995, ilustrou seus primeiros livros de literatura para crianças. Em 2004, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside e passou a se dedicar exclusivamente a criação de literatura para crianças e jovens leitores. Tem mais de 70 livros publicados com suas ilustrações e doze títulos como escritora. Para saber mais visite: www.mariliapirillo.com

A obra passou por leituras críticas e sensíveis de autores como o professor Estevão Fernandes, Julie Dorrico, Braulina Baniwa, Aline Rocha Pachamama, Roberta Maciel e Ramon Nunes Mello. 

Patrícia Capella nasceu em 1978 no Rio de Janeiro, de uma mistura de famílias mineira e piauiense. Formou-se em Direito e atuou na área por quase vinte anos. Começou a escrever livros para seus filhos e fundou a Quase Oito Editora, onde trabalha com especialistas desde 2017. Esse é o seu primeiro livro escrito para jovens de todas as idades, ela também assina as obras “Cochi corre perigo?”, “A aventura de Maria Clara”entre outros.

A ideia até virar livro

De acordo com a autora, o enigma do nome dado numa aula e o fato de quem o depositou escrito num pedaço de papel numa caixinha nunca mais ter voltado foram o gatilho para que a história ganhasse corpo. 

“Eu nunca tive a oportunidade de perguntar por que Yaromim foi importante, de onde era e se de fato existira mesmo. Era menino? Ou uma menina? E será que isso faria diferença? Então, eu, a Patricia escritora, só tinha a folha em branco com um nome. E uma ideia de criar um personagem por quem todos deveriam se encantar. Mas as invenções românticas parecem vir primeiro de um inconsciente acrítico”, contou Patrícia, na apresentação da obra. 

Apresentação esta que segue como uma carta aberta ao leitor, onde a autora faz também o papel de editora e questiona-se sobre o lugar de fala dela enquanto narradora, para qual público o livro foi escrito entre outras questões que colocaram a personagem Yaromim distante do lugar generalizado, idealista e colonial. 

“Fica aqui o desafio de não reforçar o projeto colonizador que se estende por mais de quinhentos anos no Brasil, mas conciliar a liberdade da criação como um lugar de não censura. Desde o início, a intenção de Yaromim era mostrar que mesmo na diferença sentimos e amamos como iguais, nada além disso. Mas a dor e a delícia da literatura é saber que, depois de publicado o texto, o autor pode sair pela porta e ser esquecido. Yaromim tem ainda algumas chaves de leitura que certamente trarão à baila questões a se debater, mantidas justamente para deixarmos ao leitor a liberdade de inferir, discutir e criticar”, pontua. 

Aproveitem a leitura!

 

“Yaromim – a melhor lembrança”, de Patrícia Capella, é uma história de afeto entre adolescentes de diferentes universos. 

Foi quando deixou de ser advogada para se tornar editora de livros infantis que Patrícia Capella, em um curso de escrita criativa, recebeu o nome Yaromim pra escrever uma história. Patricia é fundadora da Quase Oito e autora de outros livros dedicados aos seus filhos.  

Dedicado a Arthur, companheiro de Patrícia, o livro Yaromim é “uma história de amor que sublima as diferenças”. 

A obra conta a história de amor adolescente, em que a personagem Yaromim,  indígena, encanta o leitor e um narrador que também está se descobrindo. Em um pequeno povoado que vive do garimpo, as diferenças culturais se tornam pontes até a descoberta e vivência do primeiro amor. 

O livro traz um percurso de contato de povos originários com os não indígenas e na dualidade da partilha de vivências, destaca a importância do contato com a natureza e a pureza do amor entre adolescentes cujas realidades são tão diferentes, sem retroceder na literatura romântica. 

Feito para ser um livro álbum, ele traz ilustrações em duas cores de Marilia Pirillo, reconhecida ilustradora de livros infantis e juvenis.

A obra passou por consultoria, além de leitura crítica e sensível de autores como o professor Estevão Fernandes, Julie Dorrico, Braulina Baniwa, Aline Rocha Pachamama, Roberta Maciel e Ramon Nunes Mello. 

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